Return to site

Atuar em Causas? Como Assim?

Um pouco mais do nosso modelo de atuação por causas

Por Sérgio Serapião

A abordagem para as causas fundamenta-se em framework próprio, que viabiliza o desenvolvimento de soluções com potencial impacto no longo prazo, mensuração de resultados e articulação de stakeholders múltiplos.

O envolvimento com uma causa específica inicia-se a partir uma demanda material observada no ecossistema da causa, alinhada a demanda específica de clientes ou potenciais clientes. Além desse alinhamento, é necessário o envolvimento de líderes/empreendedores da Via Gutenberg comprometidos com aquela causa.

Consolida-se uma proposição inicial de trabalho por meio do diagnóstico do ecossistema, entendimento das necessidades, identificação de possíveis parceiros institucionais (em todos os setores, e fundamentalmente, governo) e das melhores oportunidades de contribuição.

Principalmente a partir da implementação prática, o conhecimento sobre a questão amadurece, consolidando proposições/inovações cada vez mais sólidas. A atuação nas causas atinge o seu clímax quando as metodologias testadas em ambiente piloto são incorporadas como política pública e/ou alcançam um nível significativo de transformação social, validado pelos atores sociais relacionados a aquela causa.

Desta forma, nossa atuação se dá em “curvas normais”, com começo (engajamento em causa e situação problema), meio (inovação e prototipação) e fim (implementação de iniciativa e transferência para público ou privado para permitir escala). Exemplo disso foi nossa atuação na causa de Educação, na situação problema de incluir audiovisual na educação formal. Atuamos de 2004 a 2012, concebemos e prototipamos tecnologia social Cine-Educação, chegamos a implementá-la com sucesso em 13 estados brasileiros. E, no fim de 2011, transferimos aos Ministérios da Educação e da Cultura que expandiria para escolas integrais de ensino médio em todo Brasil.

A maximização do impacto positivo das soluções é critério básico no desenvolvimento das inovações. Desta forma, atender ao problema/público, seja por meio de política pública, seja por meio de ampliado acesso com benefícios positivos está na natureza de todos nossos trabalhos. O Cine-Educação, por exemplo, foi desenvolvido integralmente em escolas públicas e posteriormente solicitado por escolas privadas. Este critério de escolha pelo público e por impacto não é subjetivo, acreditamos que se uma inovação se sustenta num ambiente socialmente mais complexo, financeiramente mais desfavorável e, ainda assim, comprova-se com impacto positivo na situação problemas, daí seu interesse por demais situações mais favorecidas também se beneficiarão.

Assim aconteceu com a tecnologia do Cine-Educação, do Circuito Maior Idade, LAB60+, Arte Cidadã, etc. Outras tantas iniciativas e tecnologias não se provaram bem-sucedidas ou sem poder de escala ou sem impacto positivo significativo na situação problema, apenas para cliente. Exemplo disso foi nossa atuação entre os anos de 2010 e 2014 com projetos para empoderamento feminino, em Programas como, Mulher em Foco e Mulher em Ação. Por esse motivo, foram descontinuados.

All Posts
×

Almost done…

We just sent you an email. Please click the link in the email to confirm your subscription!

OKSubscriptions powered by Strikingly